COPDA DO MUNDO: Deschamps critica arbitragem, reconhece mérito da Espanha e assume: 'Enorme decepção'
A seleção francesa está fora da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (14), os comandados de Didier Deschamps foram superados pela Espanha por 2 a 0 e deram adeus ao Mundial, na penúltima partida do treinador no comando da equipe. Após o jogo, o técnico fez questão de reconhecer o meríto dos adversários e assumir os erros. "Obviamente, esta seleção espanhola é forte, eles provaram isso. Estivemos um pouco abaixo do nosso nível, cometemos mais erros técnicos do que recentemente. Certamente um passo abaixo, embora eu ache que o elenco tenha se recuperado bem. Para termos esperança de ir mais longe, precisávamos estar no nosso melhor, e infelizmente, não estivemos. Isso nos deixa extremamente decepcionados", disse o ex-volante.
A autocrítica, no entanto, vai até a página dois. Logo após o primeiro discurso, Deschamps utilizou o espaço para detonar a arbitragem. Na visão do comandante, algumas decisões do árbitro foram questionáveis, e isso foi fundamental para o resultado do jogo.
"Também houve algumas decisões questionáveis, para dizer o mínimo. O mais importante é o que não fizemos bem. Não quero parecer um chorão por termos perdido, mas o árbitro estava à altura de uma semifinal de Copa do Mundo? Não vou entrar em detalhes sobre", pontuou.
O comandante foi questionado pelos jornalistas sobre a displicência de sua equipe dentro das quatro linhas. É inegável que, após uma atuação maiúscula em todo o Mundial, a França deixou a desejar na semifinal e pouco conseguiu fazer contra a seleção espanhola.
"Isso se deve à situação. Não tivemos controle suficiente e o adversário nos forçou a cometer erros. É uma semifinal de Copa do Mundo, a primeira para muitos jogadores. Isso não tira o mérito do que já conquistamos, mas para causar mais problemas a essa equipe, é preciso estar no auge técnico e físico. Infelizmente, não foi o nosso caso hoje", adicionou.
Um ponto prejudicial da França neste confronto foi a falta de protagonismo de alguns nomes badalados, como Olise, Dembelé e Mbappé. O treinador foi questionado sobre isso, mas ressaltou que essa problemática se deu diante da qualificação do adversário.
"Esse é o futebol de alto nível. A seleção espanhola é muito forte e, em comparação a eles, tivemos dificuldades nas nossas combinações ofensivas porque eles são muito bons em ler o jogo e interceptar passes. Não conseguimos encontrar as soluções. Se não tivemos a mesma capacidade ofensiva que vínhamos demonstrando até agora, a culpa é em parte nossa e em parte do trabalho do treinador. Precisamos estar no nosso melhor nível, e a equipe não esteve hoje", respondeu.
Deschamps já havia anunciado que esta era sua última Copa do Mundo na equipe. O comandante foi contratado em 2014, quebrou recordes e levantou taças, incluindo o Mundial de 2018. A derrota foi, claramente, dolorosa, mas o profissional se mostrou contente com o desempenho de sua equipe.
"Assim como os jogadores, eu tinha essa ambição, mas ela não era o que me motivava. Ainda temos um jogo para disputar, mesmo que seja a partida pelo terceiro lugar. Estou muito orgulhoso do que conquistamos em condições difíceis. Isso nos deu ainda mais vontade, esperança e ambição. Temos que aceitar a derrota e parabenizar a seleção espanhola. Mesmo assim, a decepção é palpável, os jogadores estavam arrasados no vestiário. A ambição estava lá, com um grupo de competidores. Parar dói.", finalizou.
Assessoria/João Vitor Segura/Caminho Político
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