Apareceu, no quarto jogo, o melhor futebol da Copa. Os EUA golearam o Paraguai por 4 x 1, deixando a impressão que poderia ser bem mais. Os gols foram dois de Balogun, um de Reyna e um contra de Bobadilla, do São Paulo. O gol paraguaio foi de Maurício, do Palmeiras. A presença de Tom Cruise no Estadio Iglewood, em Los Ângeles, soou como um mau agouro para os paraguaios e motivo de esperança para os Estados Unidos. E foi realmente uma missão impossível segurar os EUA de Pulisic e Balogun. Em 45 minutos iniciais, foram três gols, o mesmo número em quatro jogos na Copa de 2022, no Catar, com 72 % de posse de bola.
Historicamente, o Paraguai tem um estilo de jogo baseado em defesa forte – física e taticamente -, com bola aérea forte e busca por contra-ataques, pelos lados do campo.
Não conseguiu fazer nada disso no primeiro tempo, embora fosse dono do primeiro ataque do jogo, com Diego Gomes. A partir daí, a imposição dos EUA foi notável. Muita velocidade, trocas de passe e efetividade na bola pelo alto. Nem isso, o Paraguai conseguiu mostrar, mesmo com Alderete e Gustavo Gómez.
O lateral Cáceres levou um baile de Pulisic. Todas as jogadas eram por ali, no lado esquerdo do ataque. Com sete minutos, Pulisic cruzou e Bobadilla, fez contra. Depois, aos 25 minutos, Bologun marcou. Impedido. Dois minutos depois, valeu. Ele recebeu – de quem? – de Pulisic e fez o terceiro.
O Paraguai estava perdido em campo. Não conseguia marcar a saída de bola. Recuado, dava todo o espaço para os EUA jogarem. Foram dois gols perdidos, com Tilllman e Adams. Os torcedores do Paraguai rezavam para o primeiro tempo terminar com 2 x 0, mas suas preces não foram atendidas. No último minuto, golaço de Balogun. No lado direito do campo, ganhou dividida de Alderete, deu um corte em Gustavo Gómez e acertou o ângulo direito.
Gustavo Alfaro fez substituição ousada. Tirou o volante Bobadilla, perdido e colocou Maurício. O time melhorou, não apenas tecnicamente. Os jogadores passaram a ganhar divididas e a marcar mais alto, não dando tantos espaços. Havia um jogo.
Maurício, aberto na esquerda, marcou aos 28 minutos, depois de um belo passe de Enciso, o melhor do time, depois de uma bola lançada pelo goleiro. Dois minutos antes, Balogun havia saído.
Havia um jogo, mas havia um jogador desequilibrando. O lateral-esquerdo Antonee Robinson foi o desafogo, mostrando alta técnica. Jogava em profundidade, cruzava com perigo, um diferencial.
No final, o Paraguai deu a impressão de cansaço. Os sete minutos de acréscimo foram todos dos EUA, trocando passes atrás – se fosse o México, haveria gritos de olé – e também pressionando bastante. Novamente, o Paraguai sonhava com o final do jogo. Afinal, havia mostrado certa dignidade. Mas, tinha mais. Com um minuto e meio de troca de passes no ataque, Reyna acertou um lindo chute de três dedos, sem chance para o goleiro.
Foi uma jornada nas estrelas, poderia dizer George Lucas, também presente no estádio.
Assessoria/ Menon/Caminho Político
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