CAMINHO DO ESPORTE: Imprensa alemã é impiedosa após derrota da Alemanha na Copa

Eliminada pelo Paraguai, Alemanha vive novo desastre em uma Copa. Imprensa alemã destaca terceiro "fiasco" consecutivo e pede a saída do técnico Julian Nagelsmann.
Debakel (desastre) e blamage (fiasco, vergonha) são as duas palavras que nesta terça-feira (30/06) dominam a cobertura da imprensa alemã sobre a seleção da Alemanha, eliminada na véspera pelo Paraguai da Copa do Mundo de 2026.
"Drama nos pênaltis contra o Paraguai: a Alemanha sofre outro desastre em Copas do Mundo", mancheteou o site de notícias Tagesschau.de, um dos principais do país. "A próxima vergonha", escreveu o Süddeutsche Zeitung, que acrescentou que a derrota foi "dramática, mas totalmente merecida". "A seleção alemã deixou também este torneio antes das oitavas de final", constatou o jornal de Munique.
"A Alemanha ser eliminada na fase de grupos é algo ao que já estávamos acostumados – mas nos dezesseis avos de final? E contra o Paraguai? De certa forma, isso é ainda mais vergonhoso do que a miséria de 2022, na qual também houve muito azar envolvido", acrescentou o jornal.
Fim para Nagelsmann?
Num outro artigo, este de opinião, o articulista do Süddeutsche afirma que "alguém deveria dizer ao Julian Nagelsmann que não dá pra continuar".
A pressão para que o treinador deixe o cargo é outro tema dominante. Um artigo de opinião no jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que "não dá mais pra salvar" a relação de Nagelsmann com a Federação Alemã de Futebol (DFB).
"O técnico da seleção fracassou nesta Copa do Mundo. Ele superestimou grosseiramente sua equipe e suas próprias capacidades", afirmou o articulista.
A agência de notícias SID, especializada em esporte, não fez rodeios: "Nagelsmann PRECISA sair", afirmou, em comentário sobre a eliminação.
A hora de Jürgen Klopp?
O jornal sensacionalista Bild ecoou o sentimento geral ao afirmar que "Nagelsmann chegou ao fim" e acrescentar que "agora deve vir Klopp".
O atual chefe de futebol da empresa Red Bull, Jürgen Klopp, é o candidato favorito de muitos alemães para comandar a seleção nacional. Ele próprio – que está trabalhando como comentarista de TV na Copa e acompanhou o jogo contra o Paraguai – se esquivou de especulações, mas deixou entrever que toparia: "Entendo que meu nome seja mencionado, mas este não é o momento", disse.
O próprio Nagelsmann quer continuar no cargo. "Estou pronto se for isso que eles querem. Se a DFB não quiser que eu continue, que me avise", declarou em entrevista logo após o jogo.
O diretor esportivo da DFB, Rudi Völler, que a imprensa alemã chama de guarda-costas de Nagelsmann, saiu mais uma vez em defesa do treinador. "Continuo convencido de que ele provavelmente é o certo, mas eu sozinho não sou a DFB."
Ao contrário de Völler, o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, e o diretor administrativo Andreas Rettig preferiram o silêncio.
as/cn (DPA, SID, OTS)Caminho Político
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