O regime cubano enfrenta hoje sua contradição mais profunda: exigir sacrifício supremo de um povo que já sacrificou demais. Enquanto o governo Castro demanda compromissos de defesa nacional "a qualquer custo", a população lida com escassez crônica de alimentos, medicamentos e esperança. A retórica revolucionária, outrora capaz de mobilizar multidões, soa cada vez mais vazia diante de prateleiras vazias e filas intermináveis. A instrumentalização das tensões com os Estados Unidos serve como cortina de fumaça para o fracasso econômico interno. O embargo americano, embora real, tornou-se desculpa conveniente para décadas de má gestão, centralização excessiva e resistência a reformas estruturais. Pedir que cidadãos famintos morram pela revolução é cinismo político em sua forma mais crua.
O descontentamento popular, antes sussurrado, agora grita nas ruas e nas redes sociais. A juventude cubana, que não viveu os anos dourados do apoio soviético, questiona por que deve defender um sistema que não lhe oferece futuro. A emigração massiva revela a verdade inconveniente: muitos preferem arriscar a vida fugindo do que morrendo por ideais esvaziados.
Cuba vive o crepúsculo de uma revolução que devorou seus próprios filhos. O regime, incapaz de alimentar seu povo, ainda espera que este o defenda com a vida. É o último suspiro de uma ideologia que confundiu lealdade com submissão e patriotismo com obediência cega. A história julgará duramente quem pediu tudo a quem já não tinha nada.
Régis Oliveira/Caminho Político
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