A França anunciou nesta quarta-feira (6) o envio do porta-aviões Charles de Gaulle ao sul do Mar Vermelho e ao Golfo de Aden, em meio à escalada da tensão no Estreito de Ormuz. A embarcação é considerado o maior porta-aviões da Europa Ocidental. Segundo o Ministério da Defesa francês, a embarcação atravessará o Canal de Suez acompanhada de navios de escolta para participar dos preparativos de uma futura missão voltada ao restabelecimento da livre navegação na região. A movimentação integra uma iniciativa multinacional liderada por França e Reino Unido após as restrições impostas pelo Irã à circulação de embarcações no estreito.
Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em fevereiro, Teerã passou a limitar o tráfego marítimo em Ormuz, afirmando que a passagem dependeria de autorização iraniana e cobrança de taxas.
O estreito é considerado uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta. Cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos mundialmente passa pela região.
Inicialmente, o presidente Emmanuel Macron havia deslocado o Charles de Gaulle para o Mediterrâneo Oriental e o Mar Vermelho como medida defensiva diante da ampliação do conflito.
Macron tenta abrir frente diplomática
Macron também afirmou nesta quarta-feira (6) que discutiu diretamente a situação de Ormuz com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
Segundo a agência Reuters, o presidente francês voltou a defender a necessidade de garantir a livre navegação no estreito e incentivou Teerã a analisar o plano franco-britânico de criação de uma missão internacional para permitir travessias seguras na região.
Pezeshkian afirma que o Irã continua disposto a buscar caminhos diplomáticos para encerrar o conflito, mas voltou a demonstrar desconfiança em relação aos Estados Unidos após ataques recentes atribuídos por Teerã a Washington.
Risco para petróleo e comércio global
A crise em Ormuz elevou a preocupação internacional com possíveis impactos sobre o fornecimento global de energia. A alta do petróleo registrada nas últimas semanas foi impulsionada justamente pelo temor de interrupções prolongadas na região.
Após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã, o presidente Donald Trump anunciou ampliação das operações militares americanas ligadas ao estreito. Em resposta, o governo iraniano afirma que poderia atingir embarcações militares que cruzassem a região e retaliar portos de países vizinhos do Golfo.
Mais cedo, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que havia atirado contra um petroleiro com bandeira iraniana enquanto esse tentava entrar no Golfo de Omã que está atualmente bloqueado por Washington.
Assessoria/Raony Salvador /Caminho Político
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