Flávio Bolsonaro segue trajetória do pai e tem apenas 1 projeto de lei aprovado no Congresso

Poucas vezes o ditado popular “filho de peixe, peixinho é” está tão bem representado como na atuação parlamentar da família Bolsonaro. No caso específico, em uma comparação entre o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e seu pai Jair Bolsonaro (PL).
O senador, que tem a pretensão de ser presidente, teve apenas um projeto de lei (PL) de sua autoria aprovado nos sete anos em que está no Parlamento. Muito semelhante à trajetória do seu pai, que só conseguiu aprovar dois dos seus 170 projetos, em 28 anos de legislatura. Flávio se tornou senador em 2019. No total, o filho do ex-presidente condenado propôs 57 projetos de lei e o único aprovado nas duas Casas (Câmara e Senado) foi o PL 3.190, de 2023. A proposta altera a lei 13.636, que trata sobre o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.
Mesmo assim, o texto recebeu vetos do presidente Lula (PT), que ainda serão analisados pelo Congresso.
O pré-candidato a presidente conseguiu aprovar mais três projetos no plenário do Senado. Porém, estão em tramitação na Câmara dos Deputados. O PL 2.327, de 2021, que trata de reciclagem de baterias de carros elétricos. Outro é o projeto 6.106, de 2023, que permite a formação de cadeias e associações de empresas de radiodifusão.
O terceiro é o projeto 3.071, de 2019. O texto propõe que a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) seja incluída entre as entidades da sociedade civil beneficiadas com a renda de um concurso anual da loteria esportiva.
No mais, a trajetória ineficaz de Flávio no Senado conta com propostas para valorizar policiais, além de questões criminais, como a proibição de liberdade provisória e aplicação de medidas cautelares à detenção para presos em flagrante pela prática de crimes hediondos, de acordo com levantamento do Brasil de Fato.
De pai para filho
O exemplo vem do pai. Jair Bolsonaro, em sua longa e medíocre trajetória de sete mandatos como deputado federal, conseguiu aprovar somente dois projetos.
Um deles é sobre redução do IPI para equipamentos de informática. O outro, é para liberação da fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, cuja eficácia jamais foi comprovada.
Em compensação, sobram projetos bizarros, no pior estilo da família Bolsonaro. Entre eles, o que queria batizar a faixa marítima do Brasil como “Mar Médici”. Ou, ainda, uma iniciativa que obrigaria todos os cidadãos a colocarem a mão direita sobre o peito durante o Hino Nacional. Bolsonaro, o pai, também sugeriu que fosse criado o Dia do Detetive Profissional e o Dia do Desportista.
O ex-presidente condenado apoiou, ainda, propostas como desobrigar o SUS a atender vítimas de violência sexual e impedir que pessoas trans usem o nome social.
Assessoria/Lucas Vasques/Revista Forum/Caminho Político
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