O PREÇO DA GUERRA: Irã atinge bases dos EUA no Golfo; Guarda Revolucionária garante ataques ininterruptos

O governo do Irã mirou neste sábado (28/02) em instalações ligadas aos Estados Unidos em todo o Golfo em retaliação ao ataque conjunto conduzido por Washington e Tel Aviv contra o país. À agência de notícias Fars, uma fonte do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) garantiu que os ataques tanto a Israel quanto às bases norte-americanas em toda a região “continuarão sem interrupção“.
Os “poderosos golpes de mísseis iranianos”, conforme o IRGC, atingiram vários alvos militares e bases aéreas norte-americanas no Oriente Médio, incluindo Bahrein, Kuwait, Catar, Síria, Jordânia, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Segundo a agência Tasnim, Israel e mais 14 bases foram atingidas ao longo do dia.
“Esta operação continuará implacavelmente até que o inimigo seja derrotado de forma decisiva”, disse. “Todos os ativos dos Estados Unidos na região são considerados alvos legítimos para o exército iraniano”.
À emissora catari Al Jazeera, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, enfatizou que a nação persa tem o direito de se defender e que lamenta qualquer perda humanitária causada pela atual escalada militar.
Pelo menos uma pessoa foi morta e vários ficaram feridos em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, após mísseis lançados por Teerã terem sido interceptados, segundo a agência estatal de notícias do país. Já Bahrein informou que um ataque iraniano teve como alvo o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos.
Por sua vez, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que a Base Aérea Ali al-Salem foi atacada por vários mísseis balísticos, todos interceptados pelos sistemas de defesa aérea nacional. No Catar, a pasta da Defesa afirma ter “frustrado” vários ataques ao país.
“O Ministério da Defesa confirma que a ameaça foi neutralizada imediatamente após a detecção, de acordo com o plano de segurança pré-aprovado, e que todos os mísseis foram interceptados antes de chegar ao território do Catar”, afirmou.
A chancelaria da Arábia Saudita confirmou que o Irã teve como alvo Riad e a região leste do reino, e que os ataques foram repelidos.
Catar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos fecharam temporariamente seu espaço aéreo.
Ataque ao navio MST
Em comunicado, o Departamento de Relações Públicas do IRGC anunciou que o navio norte-americano Maritime Strike Tomahawk (MST) foi gravemente atingido pelos múltiplos mísseis da Marinha iraniana.
A declaração enfatizou que outros navios de guerra e navios de apoio de Washington também estarão dentro do alcance das capacidades militares da Guarda como parte da retaliação aos agressores.
“Outros ativos marítimos do Exército dos Estados Unidos permanecerão dentro do alcance dos mísseis e drones do IRGC enquanto os ataques continuarem”, assegurou.
Direito à autodefesa
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, escreveu uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, garantindo que a nação continuará exercendo seu direito à autodefesa de forma decisiva e sem demora até que a agressão do inimigo seja completamente e incondicionalmente detida.
O chanceler mencionou a Carta da ONU que enquadra os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel como uma clara violação ao direito internacional. Desta forma, assegurou que, em resposta, o Irã está exercendo seu direito inerente e legítimo à autodefesa, também em conformidade com a Carta.
“Assim, todas as bases, instalações e ativos das forças hostis na região serão considerados alvos militares legítimos dentro do âmbito do exercício do direito à autodefesa pelo Irã”, destacou.
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Assessoria/Opera Mundi/Caminho Político
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