CPI DO CRIME ORGANIZADO: Taques vai depor por escrito sobre os casos Master e Oi em MT

Apesar das manobras do governador Mauro Mendes (União) e da senadora bolsonarista Margareth Buzetti (PP), na tentativa de impedir sua presença na CPI do Crime Organizado, o ex-governador Pedro Taques (PSB) vai "falar".
Na verdade, ele dará por escrito sua versão sobre relações do Governo de Mato Grosso com o Banco Master, do encrencado empresário Daniel Vorcaro. Governador e senadora manobram para evitar que Taques fale a CPI
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse ter mudado de ideia e não pretende, pelo menos por ora, convocar Taques para depor sobre as ligações do Palácio Paiaguás e o Master.
Disse que irá receber as versões e documentos de Taques e de Mauro por escrito, antes de deliberar sobre a convocação.
A informação é do jornalista Guilherme Amado, do site PlatôBR, nesta quinta-feira (12).
Veja íntegra da nota:
O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, mudou de ideia e não pretende, pelo menos por ora, convocar o ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, para depor sobre a relação do governo estadual com o Banco Master.
Vieira disse à coluna, nesta quinta-feira, 12, que irá receber as versões e documentos de Taques e do governador Mauro Mendes por escrito antes de deliberar sobre a convocação.
O motivo da cautela é uma disputa política local: os dois são pré-candidatos ao Senado Federal pelo Mato Grosso.
O relator da CPI do Crime Organizado afirmou que não deixará a comissão virar “trampolim para disputas locais”.
Vieira havia apresentado, no dia 5 de março, um requerimento para a convocação de Taques.
O ex-governador, segundo a justificativa do relator, poderia dar um depoimento de “altíssimo valor probatório” sobre o pagamento de um acordo de R$ 308 milhões — com dinheiro de fundos do Banco Master — entre o governo do Mato Grosso e a Oi.
Conforme mostrou a coluna, o dinheiro foi desembolsado pelo governador Mauro Mendes, do União Brasil, em um acordo de restituição de cobranças tributárias que agora está sendo contestado na Justiça, tanto pelo teor da negociação quanto pelo caminho do dinheiro.
O autor da ação judicial é Taques.
Mauro Mendes esteve no Senado na quarta-feira, 11, e encontrou a senadora Margareth Buzetti, do PP do Mato Grosso.
À coluna, o ex-governador do Mato Grosso afirmou que sua convocação não seria eleitoral, e contestou: “O ano de eleição não pode apagar o combate à corrupção”.
Taques afirmou que começou a investigar os repasses dos fundos do Master em maio de 2025, período que, segundo ele, não tinha “nada a ver” com ano eleitoral.
Assessoria/diariodecuiaba/Caminho Político
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