CARNAVAL 2026: Beija-Flor e Viradouro se destacam em 2ª noite de desfiles no Rio

A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que aconteceu entre a noite de segunda-feira (16) e a madrugada de terça (17), foi marcada por homenagens emocionantes e grandes apresentações das escolas Beija-Flor e Unidos do Viradouro.
Quatro escolas passaram pela Marquês de Sapucaí destacando sambas-enredo que contaram histórias da cantora Rita Lee e da escritora Carolina Maria de Jesus, por exemplo.
Mocidade Independente de Padre Miguel
A primeira escola a entrar na Sapucaí foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, que apresentou o samba-enredo "Rita Lee, A Padroeira da Liberdade", assinado pelo carnavalesco Renato Lage.
Um dos elementos da comissão de frente, em formato de cela com escritos "censurada", lembrando da época da ditadura militar, se transformava em uma nave espacial enquanto a representação da cantora carregava uma vassoura de bruxa.
Algumas das alas de componentes foram "Ovelhas Negra", "Prisioneira", "Toda Mulher é Meio Rita Lee", "Miss Brasil 2000", "Me Bebe Quente Como Um Licor".
O primeiro tripé, que desfilou no meio da escola, fez uma homenagem ao cachorro Orelha, que foi representado ao lado de outros animais. Rita Lee era uma fervorosa ativista da causa animal e vegana, dedicando grande parte da sua vida ao resgate e defesa dos direitos dos bichos.
Roberto de Caravalho, viúvo da cantora, estava no sexto e último carro alegórico, o "Lança Perfume".
Uma falha notada pelos jurados foi um espaço aberto entre os setores três e quatro, que pode resultar em um desconto na pontuação da agremiação.
Beija-Flor
A escola da Baixada Fluminense contou a história do candomblé de rua de Santo Amaro de Purificação, o Bembé do Mercado, no Recôncavo Baiano.
O desfile da agremiação é novamente assinado por João Vitor Araújo, carnavalesco responsável pelo desfile sobre Laíla que levou a azul e branco de Nilópolis ao título no Carnaval de 2025.
No início da desfile, ao passar pela Sapucaí, Neguinho da Beija-Flor foi ovacionado no primeiro ano após sua aposentadoria. Os intérpretes Jéssica Martin e Nino do Milênio foram a grande novidade da campeã Beija-Flor, já que assumiram o posto no lugar da lenda do Carnaval.
Oxum e Iemanjá foram figuradas representadas ao longo do desfile. Na comissão de frente, a agremiação surpreendeu os espectadores com um barco que se transformou em Mãe D’água. Dançarinos também representaram pescadores em busca de alimento para o corpo e alma.
A escola de samba terminou o desfile pouco antes do tempo limite de 80 minutos e comemorou a travessia feita sem atrasos ao longo do caminho. No entanto, o carro abre-alas da escola apresentou defeito em um dos detalhes, o que pode ter sido notado pelos jurados.
Unidos do Viradouro
A Unidos do Viradouro passou pela Marquês de Sapucaí e um dos destaques foi a volta da rainha de bateria Juliana Paes, que estava fora do posto há 17 anos. O retorno aconteceu para a homenagem da agremiação ao Mestre Ciça, tema do samba-enredo deste ano.
Pouco antes do desfile, Juliana Paes falou com a CNN Brasil sobre o retorno e exaltou o Mestre. “Ciça faz parte da minha história. Eu não poderia ficar de fora dessa homenagem linda", declarou. Ciça comandou a bateria da Viradouro de 1999 a 2009 e voltou ao posto que ocupa até hoje em 2019.
A homenagem teve diversos pontos de emoção como, por exemplo, do carnavalesco Paulo Barros. O destaque da escola, Ciça, também se emocionou com tributo em vida.
"Você está conversando com um enredo em vida. Você está tocando nele no maior Carnaval do mundo. Sabe o que é isso pra mim? Eu tenho que segurar a onda. A emoção é grande.
Ao longo do desfile, a escola trouxe referências da história da agremiação, desde o início de sua existência. Um dos carros fez uma releitura de um dos momentos mais icônicos da história da escola: o carro do xadrez com a bateria posicionada no alto da alegoria.
O marco aconteceu em 2007, quando o carnavalesco Paulo Barros colocou pela primeira vez na história do sambódromo, ritmistas da bateria e a rainha Juliana Paes em cima de um carro alegórico.
Uma falha da escola foi notada no penúltimo carro alegórico. O elevador apresentou problema e não subiu a estrutura central. A Unidos da Viradouro também concluiu a travessia pela Avenida sem atrasos.
Unidos da Tijuca
Por fim, a escola de samba Unidos da Tijuca homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus no Carnaval de 2026. O título do enredo foi o nome da própria homenageada, considerada uma das principais vozes na literatura brasileira.
Segundo comunicado, o título do enredo, que é o nome da autora, é alvo de dúvidas e confusões. Por isso, a necessidade de afirmar sua identidade e de colocar em lugar de direito a "escritora que foi favelada" ao invés de "favelada que escrevia".
A ex-rainha de bateria da agremiação, Juliana Alves, desfilou neste ano de uma fora diferente. Inicialmente, a atriz esteve junto com a presidência e no fim, ela retornou à última ala para atravessar novamente a Sapucaí.
Durante o desfile, três baianas da escola passaram mal, na mesma ala, e precisaram ser retiradas da avenida. A informação foi confirmada pela CNN Brasil com a assessoria da Tijuca.
A escola concluiu a passagem pela Sapucaí aos 77 minutos, três antes do tempo limite para cada agremiação.
Assessoria/Mariana Valbão/da CNN Brasil/Caminho Político
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