O barão do petróleo dos Estados Unidos, John D. Rockefeller, transformou sua empresa em uma gigante sem igual com os lucros fabulosos obtidos na Venezuela. Nos anos 20 do século passado, formada pela Gulf Oil, a Creole Petroleum Corporation começou a produzir no lago Maracaibo, cujo potencial extraordinário já tinha sido antevisto por exploradores holandeses, britânicos e estadunidenses. Em 1928, por causa da relativa proximidade com o mercado dos Estados Unidos, a Standart Oil assumiu o controle da empresa e tornou-se a maior produtora do mundo.
As ruas das cidades estadunidenses estavam se enchendo com os modelos populares do Ford-T e a demanda por gasolina e lubrificantes disparou.
Com práticas monopolistas, Rockefeller esmagou concorrentes e sua empresa passou a ser chamada ‘carinhosamente’ de O Polvo pelos estadunidenses.
A região do lago Maracaibo já produziu 30 bilhões de barris, mas haveria outros 44 bilhões em reservas.
A maior parte das reservas venezuelanas ficam na chamada faixa do Orinoco. Mas é um petróleo pesado, viscoso, quase uma pasta que custa muito mais para refinar.
Chávez balançou a roseira
A renda do petróleo, antes da nacionalização em 1 de janeiro de 1976, pelo social democrata Carlos András Pérez, estabeleceu uma vasta relação entre a elite venezuelana e Miami.
Antes da chegada de Hugo Chávez ao poder, os cargos mais importantes da maior empresa da Venezuela, a PDVSA, eram distribuídos como num governo paralelo.
A elite petroleira ficava na ponte aérea entre Caracas e a Flórida.
A Central de Inteligência dos Estados Unidos fez da Venezuela seu “hub” de espionagem da América Latina, em estreita relação com a DISIP, a polícia política.
Os contatos visavam, principalmente, monitorar o Caribe e fustigar o regime de Fidel Castro.
Chávez, ao assumir o poder, deu um cavalo de pau na política externa, se afastando de Washington.
Porém, foi a disputa pelo controle da PDVSA que impulsionou o tentativa fracassada de golpe de estado em 2002.
Chávez decidiu que seu governo indicaria o comando da empresa, foi alvo de um locaute de empresários e de agitação patrocinada pelos Estados Unidos, inclusive da fracassada tentativa de golpe.
Chávez aceitou o desafio que ele próprio havia assinado na Constituição de 1989: passar por um referendo revogatório, quando foi confirmado no poder dor 59% dos venezuelanos.
Assessoria/Caminho Político
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