O dia 18 de outubro marca o Dia Mundial da Menopausa e 20 de outubro o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, datas que convidam à reflexão sobre a saúde da mulher nesta fase da vida. Entre as principais mudanças que acompanham a menopausa, uma das mais significativas é a redução da densidade mineral óssea, que pode levar à osteoporose — uma condição silenciosa, mas com consequências graves.
O que acontece no corpo durante a menopausa
O estrogênio ajuda a regular o equilíbrio entre dois tipos de células ósseas:
• Osteoclastos, que reabsorvem o osso antigo;
• Osteoblastos, que formam um novo tecido ósseo.
Quando os níveis de estrogênio diminuem, a reabsorção óssea pode superar a formação, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.
Porque a osteoporose é mais comum nas mulheres pós-menopáusicas
Cerca de uma em cada três mulheres acima de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica ao longo da vida. O risco aumenta não só pela perda hormonal, mas também por outros fatores, como hereditariedade, sedentarismo, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
A progressão é silenciosa — muitas vezes, o primeiro sinal da doença é uma fratura.
O papel do endocrinologista
O endocrinologista tem um papel central no acompanhamento da mulher nesta etapa. É o especialista responsável por avaliar o impacto hormonal da menopausa e orientar medidas de prevenção e tratamento da osteoporose.
A avaliação inclui:
• Análise dos fatores de risco individuais;
• Realização de densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos;
• Exames laboratoriais para avaliar níveis hormonais, cálcio, vitamina D, função da tireoide, dentre outros hormônios.
Com base nestes dados, o endocrinologista pode propor estratégias personalizadas, que vão desde ajustes na dieta e atividade física até terapia de reposição hormonal (TRH), quando indicada, ou o uso de medicamentos específicos para fortalecimento do osso.
Prevenção e qualidade de vida
O cuidado deve começar ainda antes da menopausa. Praticar exercício físico regularmente, especialmente atividades de impacto e resistência, é essencial para estimular a formação óssea. A alimentação deve ser rica em cálcio (leite, queijos, iogurtes, vegetais de folhas verdes) e vitamina D, obtida pela exposição solar moderada e, se necessário, suplementação.
A menopausa é uma fase natural, não uma doença — mas requer atenção médica e informação. O acompanhamento com um endocrinologista é fundamental para garantir que esta etapa seja vivida com saúde, equilíbrio e qualidade de vida.
Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá (MT).
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