CAMINHO DO ESPORTE: Alcaraz replica o crescimento de Lehecka, conquista seu quinto título do ano no Queen's e fortalece sua candidatura a Wimbledon

Ele venceu o tcheco por 7-5, 6-7 (5), 6-2 para vencer seu quarto torneio na grama em outras tantas finais. Ele acumulou 18 vitórias consecutivas. Ele acrescentou 18 ases, mais do que nunca em sua carreira. Chegará um dia, certamente ainda distante, em que torneios como o de Queen's serão apenas um pequeno trampolim para Carlos Alcaraz, um lugar para se preparar, com a possibilidade de se soltar e guardar forças para o que realmente importa. Tendo acabado de completar 22 anos e com uma energia transbordante, o espanhol quer tudo. E ele quer isso agora. Este ano ele venceu cinco dos 10 torneios disputados, perdeu a final do Conde de Godó para Holger Rune, chegou às semifinais de Indian Wells contra Jack Draper, quartas de final contra Novak Djokovic na Austrália e Jiri Lehecka em Doha e derrota na estreia contra David Goffin em Miami.
Sua vitória por 7-5, 6-7 (5), 6-2, em duas horas e 18 minutos, contra Lehecka (um dos cinco jogadores que ousaram derrotá-lo em 2025) neste domingo no Queen's, lhe dá o vigésimo primeiro título de sua carreira, além de fortalecer sua candidatura a vencer Wimbledon pelo terceiro ano consecutivo. Também campeão no Queen's em 2023, ele conta suas finais em quadra de grama por vitórias: quatro em quatro. Em um duelo de considerável demanda, ele foi mais uma vez solvente quando se tratou de lidar com o vocabulário da superfície. Ele até venceu um jogo em branco, o quarto do segundo set, com quatro aces. Ele completou 18, seu recorde pessoal após os 15 sets na semifinal contra Roberto Bautista.
Lehecka é um bom tenista que, condicionado por lesões, atrasa sua entrada no lugar hierárquico que lhe corresponderia. Ele também é um jogador um tanto robótico, que não tem alma. Serve bem, bate forte e plano em ambos os lados, tem um swing curto e costuma olhar para a frente, características que o favorecem em pisos rápidos, onde conquistou os seus dois únicos títulos, ambos ATP 250, em Adelaide, em 2024, e em Brisbane, no início do ano.
Paciente
Depois de ter um break point no quinto game, resolvido pelo tcheco com um saque direto, Alcaraz soube esperar seu momento. Ele gritou "Vamos!" quando o segundo apareceu, com o primeiro set empatado em cinco. Este, jogado e convertido, graças a uma mão direita na rede de Lehecka. Ele endossou com o saque e fez 7-5. Sua ampla gama de recursos faz do espanhol um tenista imprevisível. Ele sempre parece ter uma arma escondida, que usará quando necessário.
Ao contrário da argila, a grama não permite distrações. Alcaraz sabe disso, cujo grau de envolvimento é constante. Apesar disso, ele não conseguiu evitar uma dupla falta em 5-5 no desempate do segundo, que lhe custou o set, em meio ao crescimento do tcheco. Lehecka não acreditou muito bem, que cedeu seu saque cedo, no quarto game do terceiro set e não encontrou uma passagem de volta.
Também campeão em Roland Garros, Roma, Monte Carlo e Roterdã, Alcaraz aparecerá em Wimbledon com 18 vitórias consecutivas e uma readaptação imediata a uma superfície onde se move como anjos. Alguém será capaz de detê-lo?
Assessoria/Javier Martínez/ELMUNDO/Caminho Político
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