Segundo o jornal Roll Call, as restrições visam proteger os senadores e a câmara, mas sugere que repórteres e fotógrafos credenciados, com quem os senadores interagem diariamente, são considerados uma ameaça. A triagem adicional de segurança e o limite à movimentação dos repórteres no Capitólio são duas questões bastante criticadas pela mídia.
O Standing Committee of Correspondents se opôs fortemente às restrições e contesta que as mesmas rejeitaram as sugestões feitas pelos correspondentes “sem uma explicação de como as restrições contribuem para a segurança, ao invés de simplesmente limitar a cobertura do julgamento”.
Em nota na terça-feira (14), o Comitê de Correspondentes ressaltou que “estas restrições potenciais falham em reconhecer o que atualmente funciona no Capitol Hill [Capitólio], e a maneira que o público americano espera poder acompanhar um grande evento do seu governo na era digital”.
Na entrega dos artigos do impeachment ao Senado, um ato cheio de pompa e circunstância, apenas uma câmera e nenhum fotógrafo teve permissão de documentar este momento histórico. Nenhuma gravação de áudio foi permitida, deixando os repórteres de rádio de “mãos vazias”.
Entre os casos relatados pelo AP estão o do repórter do Miami Herald Alex Daugherty, que relatou pelo Twitter que ele estava conversando com o Senador da Florida Marco Rubio, quando foi interrompido pelos seguranças e impedido de continuar a entrevista. A correspondente Emma Dumain estava no meio de uma conversa com o senador de Indiana Mike Braun, quando pediram para que ela ficasse atrás das cordas de restrição à imprensa para continuar a entrevista.
Da Redação/PI/Caminho Político
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