"Estudantes de todo o Brasil participam do Câmara Mirim e vão eleger melhor projeto nesta sexta-feira"

Estudantes do quinto ao nono ano do Ensino Fundamental de diversos estados participaram, nesta quinta-feira (25), de mais uma edição do Câmara Mirim.
Najara / Câmara dos Deputados
Estudantes nas comissões.
Os estudantes se reuniram para discutir os três projetos que estarão em votação no Plenário nesta sexta-feira
Durante toda a tarde, 269 crianças se reuniram para discutir sobre três projetos, escolhidos por uma equipe de consultores da Câmara entre as 900 proposições enviadas. As propostas foram debatidas em comissões e depois serão discutidas e votadas no Plenário.

O primeiro projeto, de autoria de João Henrique Rinaldi, prevê a criação de um aplicativo de navegação para que pessoas com deficiência visual possam se locomover de maneira segura nas ruas das cidades.

O estudante de 11 anos explicou que a ideia surgiu quando ele percebeu a dificuldade de uma pessoa cega ao andar por locais públicos.

"Eu vi numa lanchonete um deficiente visual entrando, vendendo doce, e ele esbarrava em todas as mesas. Uma hora alguém tirou ele lá de dentro e eu estava no carro com a minha mãe saindo de lá aí eu perguntei para ela: como ele vai fazer agora? Como ele vai andar por aí?"

Já o projeto do aluno mineiro do nono ano Ryan Alves Rocha tem tudo a ver com a realidade dos jovens brasileiros. Ele defende que os orelhões, que se tornaram obsoletos, sejam transformados em postes para transmissão de WiFi.

"Eles são completamente inutilizados ao passo que a internet continua ocupando um espaço cada vez maior no cotidiano das pessoas. A partir dessa ideia eu pensei: por que não tirar os orelhões, que não têm utilidade quase nenhuma, e colocar internet?"

Para a aluna catarinense Natália dos Santos, a preocupação é o meio ambiente. Sua proposta proíbe a fabricação de canudos plásticos – que, segundo ela, são desnecessários e ainda poluem o meio ambiente, levando à morte de vários animais marinhos.

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"A gente acaba não se dando conta de que os canudinhos vão para os oceanos, para os mares, poluem o lençol freático, poluem o meio ambiente e, assim como vários outros produtos, são descartados. Então, a ideia é restringir essa produção dos canudinhos plásticos porque é uma forma de contribuir para reduzir a produção de lixo no mundo."

Nesta sexta-feira, os alunos voltam a se reunir, no Plenário da Câmara, para escolher uma entre as três propostas apresentadas.
Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Ana Chalub

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