A menos de seis meses das eleições gerais, o país parece caminhar irremediavelmente para o caos. E pelo menos três pontos elevam a sensação de incerteza, com prováveis reflexos nas urnas.
Primeiro, Lula, o líder nas pesquisas eleitorais, está fora do páreo, deixando frustrados e revoltados seus seguidores, que veem o ex-presidente como um perseguido político. Essa situação adiciona um elemento a mais no clima de intolerância que predomina entre seus apoiadores e críticos, uma situação que pode facilmente resvalar para a violência, como mostrou o ataque a tiros contra a caravana do ex-presidente.
Segundo, os políticos e partidos tradicionais estão descreditados entre os eleitores por causa das acusações de corrupção levantadas pela Justiça, principalmente na Operação Lava Jato.
No meio de tudo isso, um populista que defende a ditadura militar é o vice-líder nas pesquisas eleitorais. Os brasileiros não costumam apoiar soluções extremistas, seja à direita, seja à esquerda, mas não é mais possível descartar a eleição de Jair Bolsonaro.
Nas eleições passadas, era possível antever quem seriam os candidatos e que chances reais cada um tinha. Também a situação política, econômica e social do país transmitia mais estabilidade do que agora. Desta vez, ninguém pode ousar prever onde o Brasil estará em outubro de 2018, daqui a apenas seis meses.
Alexandre Schossler é jornalista da redação brasileira da DW
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