Crítica a eleições antecipadas
O governo peruano convocou a reunião do Grupo de Lima após a presidente do Conselho Eleitoral da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciar que as eleições presidenciais serão realizadas em 22 de abril, cumprindo um decreto da Assembleia Nacional Constituinte, dominada pelo chavismo, que ordenou que o pleito ocorresse antes de maio. O Grupo de Lima pediu que o governo venezuelano reconsidere a convocação das eleições presidenciais para abril, as quais não serão "democráticas ou transparentes", e apresente um novo calendário eleitoral. "Não pode haver eleições livres e justas com presos políticos. Sem a plena participação dos partidos políticos e líderes detidos ou inabilitados arbitrariamente. Com uma autoridade eleitoral controlada pelo governo. Sem a participação de milhões de venezuelanos no exterior impossibilitados de votar", diz a declaração do grupo. A data e as condições para a realização das eleições presidenciais têm sido um dos principais obstáculos nas negociações entre governo e oposição. Após o anúncio do pleito para 22 de abril, o antichavismo reiterou que não estão garantidas as premissas para que a votação seja justa e transparente. Entre as exigências da oposição estava a de que todos os líderes opositores que foram proibidos de participar das eleições, entre eles Henrique Capriles e Leopoldo Lopéz, tivessem as candidaturas habilitadas. Maduro é candidato à reeleição. O presidente, que foi eleito em abril de 2013 para um mandato de seis anos, espera conseguir 10 milhões de votos dos quase 20 milhões de eleitores.
Crise política, econômica e social
O Grupo de Lima também ressaltou estar ciente dos informes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a deterioração dos direitos humanos e a grave crise política, econômica e social que assolam a Venezuela, assim como da decisão do organismo de investigar crimes contra a humanidade que teriam ocorrido nos protestos antigoverno de 2017. Criado diante da impossibilidade de se aprovarem resoluções sobre a Venezuela na OEA devido ao bloqueio dos países caribenhos, o Grupo de Lima pediu nesta terça-feira que seja aberto um corredor humanitário para ajudar a minimizar os efeitos da escassez de alimentos e medicamentos na Venezuela.
LPF/efe/lusa/cp
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