"Economia com a venda da folha de pagamento da Câmara será revertida ao Tesouro Nacional"

Assinatura Convênio CD-CEF-BB
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que a venda da folha de pagamento dos funcionários da Casa para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e o repasse desses recursos ao Tesouro Nacional mostra o compromisso da Câmara com o ajuste fiscal e a redução de gastos.
Maia e o primeiro-secretário da Câmara, deputado Giaboco (PR-PR), participaram de solenidade no Salão Verde para assinatura de contratos com os bancos e da transferência dos valores à União. Estavam presentes os presidentes da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli; o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira; e o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

“A Câmara cumpre o seu papel não apenas na pauta de reformas, que são tão importantes para o Brasil, mas também numa gestão voltada para reduzir gastos”, disse Maia.

Giaboco ressaltou que a venda da folha de pagamento dos servidores da Câmara é uma forma de a Casa contribuir para recuperação econômica do País. 
A exclusividade para que Caixa e BB no pagamento dos salários dos servidores vai gerar receita imediata de R$ 70 milhões, sendo que outros R$ 151 milhões deverão ser arrecadados no período de 60 meses.
Medidas de ajuste
Segundo recente decisão da Mesa Diretora, outras medidas também vão contribuir para aumento de receitas e corte de despesas da Câmara, como racionalização do consumo de água e energia elétrica, redução nos valores dos contratos de locação de veículos, redução na contratação das passagens aéreas, entre outras. A previsão é de uma economia na ordem de R$ 457,5 milhões.

Para Giacobo, não é todo dia que se pode anunciar uma economia da ordem de quase meio bilhão de reais nas contas do Legislativo federal. “Tendo em vista o atual quadro fiscal toda e qualquer economia é necessária para adequação do orçamento”, disse.
Reforma da Previdência
O presidente da Câmara reforçou, durante a solenidade, a necessidade de votar a reforma da Previdência (PEC 287/16) como forma de reduzir privilégios e se reorganizar o Estado brasileiro.

“Estamos falando de reformas que reduzam os privilégios e garantam uma previdência saudável a todos os brasileiros. Se o Estado brasileiro não foi reformado e se a própria Câmara dos Deputados não for reformada, no futuro a sociedade e os próprios servidores públicos vão pagar essa conta”, disse Rodrigo Maia.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição - Natalia Doederlein

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