O presidente do Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf),
Antonio Gustavo Rodrigues, explicou
que o órgão tinha conhecimento da
relação de correntistas brasileiros na
filial suíça desde outubro, mas não
atuou por estar “sobrecarregado”.
Ele enfatizou que o Coaf não é um
órgão investigativo e, por isso, não tomou
providências imediatas no final de
2014, quando teve o primeiro contato
com a lista. Além disso, a entidade estava
ocupada com suas outras funções.
— Estávamos num período sobrecarregado.
Não só era fim de ano,
mas [também] tratamos de 318 mil
comunicações, produzimos relatórios
da [Operação] Lava-Jato [da Polícia
Federal], das eleições, da Operação
Ararath [da Polícia Federal]. Houve
uma decisão de aguardar — relatou.
Rodrigues também fez referência ao
vazamento do relatório de inteligência
financeira sobre a lista, em fevereiro.
— Pedimos à Polícia Federal abertura
de investigação criminal.
A divulgação
desse tipo de informação causa preju-
ízos para o processo. Às vezes você até
alerta um possível investigado — disse.
O diretor de Fiscalização do Banco
Central, Anthero Meirelles, afirmou
que a instituição não teve qualquer
contato com a lista antes da divulgação
do caso pela imprensa.
Assessoria
Comentários
Postar um comentário