O cantor Benito di Paula morreu aos 80 anos neste domingo (18/10), em decorrência de um câncer. O artista estava internado em um hospital de São Paulo e lutava contra a doença havia cerca de um ano. Benito nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 1941, e começou a carreira com apresentações em bares e hotéis no Rio de Janeiro, mas logo se transferiu para São Paulo. Ganhou projeção nacional ao misturar elementos do samba a seu estilo musical. Benito, cujo nome de batismo é Uday Vellozo, nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 28 de novembro de 1941 e tornou-se um dos grandes nomes da música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1980.
Como pianista, ele ficou famoso por levar romantismo ao samba, com influências do jazz e do bolero, se tornando o principal representante do estilo que foi apelidado de “samba-joia” e chamado de vertente mais comercial do samba.
Ainda jovem, Benito começou a frequentar a cidade de Santos, no litoral paulista, onde realizava shows em casas noturnas. Ele chegou a morar na cidade, e esse movimento ajudou sua carreira a crescer no Estado de São Paulo.
Seu primeiro grande sucesso veio em 1969 com Canção para o nosso amor, que foi trilha sonora da novela Nino, o Italianinho, da TV Tupi. Mas ele ganhou maior projeção com Retalhos de Cetim, de 1973, que depois foi seguida por sucessos como Violão Não Se Empresta a Ninguém, Charlie Brown, Se Não For Amor, Mulher Brasileira e Vai Ficar na Saudade.
No auge da carreira, Benito foi apresentador do programa Brasil Som 75, na TV Tupi. No ano seguinte, venceu o Troféu Imprensa de melhor cantor, concorrendo com Roberto Carlos e Chico Buarque.
Os anos 1980 foram um período mais turbulento na carreira do músico, com diversas trocas de gravadoras. Ele seguiu gravando até os anos 2000, quando passou um longo período afastado da mídia. O retorno ocorreu em 2009, com o disco e DVD Benito di Paula Ao Vivo, com seus maiores sucessos gravados em show no Vivo Rio, na capital fluminense.
Na ocasião do lançamento, ele concedeu uma entrevista ao Estadão em que chegou a dizer que sofreu um boicote depois do auge do seu sucesso, perdendo espaço na rádio e na televisão. Na mesma conversa, porém, reforçou sua conexão com o público e apelo popular.
“O que é popular e vai para a rádio hoje não é bom? Não, o rádio não toca nada. Mas sou anarquista. Cada um tem o direito de ir e vir, reclamar, xingar... O povo é carente de cultura, menina. Eu sou o povo, graças a Deus. Morei no morro da Formiga, na favela, nas bocas de Santos. Meu diploma é da vida”, disse.
Em 2021, já aos 80 anos, Benito lançou um disco de inéditas em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, intitulado Infalível Zen. Já em 2022, grandes nomes da música brasileira se uniram em um disco em homenagem ao cantor. Benito 80: Novo Samba Sempre Novo conta com gravações de Roberta de Sá, Zeca Baleiro, João Bosco e Criolo, entre outros.
Segundo a equipe de Benito, informações sobre o velório e o sepultamento serão divulgadas em breve.
Assessoria/Caminho Político
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