Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nega qualquer relação com o boato de que o candidato pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país. Acompanhe notícias sobre as eleições de 2026. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou neste domingo (27/09) que tenha alguma relação com a divulgação de informações falsas sobre a campanha eleitoral. "A mentira não se combate com outra mentira. A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz", afirmou a instituição católica. O comunicado da CNBB foi uma reação a declarações do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, que num evento de campanha disse que o PT teve a ajuda da CNBB para disseminar a fake news de que ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Após o boato ganhar força nas redes sociais, no fim de semana passado, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais para desmenti-lo, afirmando que a disseminação dele se deve à militância do PT. No evento de campanha em Goiânia, neste domingo, disse que isso aconteceu "com a ajuda de gente dentro da CNBB".
No seu vídeo, Flávio Bolsonaro afirmou que "isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto".
Projeto de deputado foi arquivado
Um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil foi apresentado em 2007 pelo ex-deputado federal Victório Galli, do Mato Grosso, na época do MDB, e hoje candidato a deputado federal pelo PP. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara rejeitou o projeto, que acabou sendo arquivado em 2008.
Galli não conseguiu se reeleger em 2018 e acabou sendo nomeado para a Casa Civil, na época comandada por Onyx Lorenzoni, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.
Origem da controvérsia
A origem da controvérsia é uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, feita quando ela analisava o comportamento do eleitorado evangélico na eleição.
Ela disse haver um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que estaria levando adiante um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Fernandes não associou esse suposto projeto a Flávio Bolsonaro nem o mencionou na sua declaração.
Mais tarde, a Globonews fez uma correção e afirmou que Fernandes mencionara o projeto de lei arquivado em 2008. A emissora pediu desculpas pelo erro.
as (OTS)/Caminho Político
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