Carlos Bolsonaro abre mão de cargo de R$ 38 mil no PL e post gera confusão com Michelle

O ex-vereador Carlos Bolsonaro gerou dúvidas entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após publicar, na madrugada desta quarta-feira (2), uma mensagem sobre o prazo para desincompatibilização de dirigentes partidários.
Assim, na publicação, Carlos afirmou que decidiu deixar o cargo para evitar questionamentos durante o período eleitoral. “Para evitar problemas, abrimos mão do cargo. Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, escreveu.
Publicação associada a Michelle Bolsonaro
Desse modo, inicialmente, parte dos bolsonaristas interpretou que a mensagem fazia referência à saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher.
A ex-primeira-dama anunciou recentemente que deixaria o comando do núcleo feminino do partido, em meio à crise com Flávio Bolsonaro. Além disso, Michelle chegou a afirmar que poderia desistir de disputar uma vaga no Senado.
Nas redes sociais, alguns apoiadores passaram, então, a questionar se a decisão fazia parte de uma estratégia política. Entre eles estava o influenciador Allan dos Santos, que comentou a publicação.
Carlos deixou cargo de R$ 38 mil no PL
Na prática, porém, Carlos Bolsonaro se referia à própria situação. O filho do ex-presidente deixou o cargo de dirigente do PL, função que rendia cerca de R$ 38 mil por mês.
Ele havia assumido o posto em dezembro, após renunciar ao mandato de vereador no Rio de Janeiro. De acordo com interlocutores, a comunicação da decisão ao partido ocorreu no início de junho para que pudesse se dedicar integralmente à campanha eleitoral.
Saída foi por precaução, dizem aliados
Apesar da movimentação, a legislação eleitoral não exige que dirigentes partidários deixem seus cargos para disputar eleições.
Para a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, o professor de Direito Eleitoral da FGV, Fernando Neisser, afirmou que candidatos podem exercer funções partidárias normalmente, sem necessidade de desincompatibilização.
Ainda assim, aliados de Carlos afirmam que a medida foi adotada por cautela, para evitar eventuais questionamentos à candidatura na Justiça Eleitoral.
O próprio Carlos reconheceu que há interpretações diferentes sobre o tema.
“Há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não”, escreveu.
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Assessoria/Anna Muradi /Caminho Político
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