Alexandre de Moraes mantém prisões preventivas de Hélio Ferreira Lima e Wladimir Matos Soares

Ministro do STF Alexandre de Moraes prorrogou por 90 dias a prisão preventiva dos acusados: tenente-coronel Hélio Ferreira Lima e o agente da PF Wladimir Matos Soares, condenados por envolvimento no golpe de Estado. Os dois integram o “núcleo três” da trama, responsável pela execução da ruptura democrática, estão detidos desde novembro de 2024 e foram condenados em novembro de 2025, mas ainda aguardam o desfecho do processo no STF.
Na sentença, Lima recebeu 24 anos de pena—sendo 21 anos e seis meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção—além de 120 dias-multa. Soares foi sentenciado a 21 anos (18 anos e seis meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção) também com 120 dias-multa.
Hélio Ferreira Lima faz parte dos “kids pretos”, grupo de Forças Especiais do Exército, e atuou como oficial de inteligência no plano de neutralização de autoridades. Já Wladimir Soares é investigado por vazar dados da segurança de Lula. Ambos negam as acusações.
Moraes ressaltou que o prolongamento da custódia é necessário para resguardar a ordem pública e garantir a aplicação da lei penal, considerando a condenação confirmada pela Procuradoria-Geral da República e pela Primeira Turma do STF, sem fatos novos que justifiquem a soltura.
Pelo Pacote Anticrime, o Código Penal exige revisão da prisão preventiva a cada 90 dias. O mesmo órgão que determinou a prisão deve renová-la trimestralmente, e espera-se que, com a proximidade do trânsito em julgado, a detenção seja convertida em definitiva.
Assessoria/PaiPee /Caminho Político
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