Depois de mais de 4 anos, cachoeira do Tabuleiro pode ser reaberta após acordo

Fechada desde há mais quatro anos após o desprendimento de uma rocha, a Cachoeira do Tabuleiro, considerada a mais alta do Estado e a 3ª do Brasil, com 273 metros de altura, deu um importante passo em direção à sua reabertura, que pode acontecer em 2026. O Ministério Público de Minas Gerais firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, na região do Alto Jequitinhonha, estabelecendo as diretrizes rigorosas para a gestão da queda d'água.
O acesso ao poço principal está fechado e possui restrições em um raio de 500 metros desde 25 de junho de 2021, após o desprendimento de um fragmento rochoso do paredão. Laudos técnicos realizados pelo Corpo de Bombeiros e por empresas contratadas pelo município, entre 2022 e 2023, ratificaram a necessidade da proibição de acesso devido aos riscos.
O TAC foi proposto após a promotoria identificar, por meio de denúncia anônima, que o Executivo municipal realizava uma licitação para o desmonte do remanescente da rocha que caiu em 2021. No entanto, o órgão de Justiça concluiu que o processo não previa "a adoção das demais medidas de segurança especificadas nos laudos técnicos".
Com a assinatura do documento, o município assume a obrigação de executar o desmonte do maciço rochoso e a retirada da parte remanescente do desprendimento de 2021. Além disso, a prefeitura está proibida de utilizar explosivos durante a operação e deverá promover um levantamento hidrológico e diagnóstico geológico-estrutural, além de mapear a área por drone antes do início das obras.
"Após o desmonte, no prazo de 12 meses, haverá instalação de estação sísmica, com monitoramento contínuo e avaliação de eventuais impactos e riscos aos visitantes; estação meteorológica/pluviométrica; monitoramento permanente de pontos quentes (hotspots) ao longo do maciço", detalhou o MPMG.
Sinalização melhorada
Para além das intervenções, o acordo firmado ainda prevê a melhoria da sinalização de advertência, demarcação de rotas de fuga e instalação de dispositivos de proteção, como "linhas de vida". A prefeitura também deverá adequar o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal do Tabuleiro às novas exigências.
"Além disso, o município se compromete com a reabertura do atrativo natural, especialmente do poço principal e de áreas atualmente com proibição de acesso, somente após a implementação das medidas pactuadas e a certificação da existência de condições favoráveis à reabertura, que deverá ser encaminhada ao Ministério Público", concluiu o órgão.
A Cachoeira do Tabuleiro está inserida em áreas de proteção integral, como o Parque Estadual da Serra do Intendente e a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco por sua relevância ambiental.
Assessoria/José Vítor Camilo/OTempo/Caminho Político
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