Oficialmente, o Brasil conta com 17 campeões do seu torneio mais tradicional e importante, o Brasileiro da Série A, que tem o Palmeiras no topo do pódio de troféus com 12 conquistas, seguido de perto pelo Santos e pelo atual campeão Flamengo, cada um com oito, de acordo com a CBF. Além dos três, jogam em 2026 os campeões Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Botafogo, Fluminense, Vasco, Corinthians, São Paulo, Bahia, Athletico-PR e Coritiba. Ao longo dessa rica história, o Brasil consagrou a existência de 13 gigantes que culminaram na criação do famoso Clube dos 13, hoje já extinto. Além deles, composto pelos quatro paulistas (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), quatro cariocas (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo), dois mineiros (Cruzeiro e Atlético), dois gaúchos (Grêmio e Internacional) e um baiano (Bahia), se somaram os paranaenses Coritiba e Athletico-PR, que venceram as edições de 1985 e 2001, respectivamente, o Guarani de Campinas, que levantou o caneco em 1978, e o Sport, cuja conquista é a mais polêmica, pelo fato de o Flamengo ser considerado, por muitos, o legítimo campeão de 1987, quando, devido a um racha dos clubes com a CBF, houve a disputa de módulos diferentes da peleja.
Em 2026, as únicas equipes que, por assim dizer, buscarão o título inédito da Série A serão o surpreendente Mirassol, o multinacional Red Bull Bragantino, o tradicional e aguerrido Vitória (que chegou perto do feito com o vice-campeonato de 1993 diante do poderoso Palmeiras da Parmalat, com uma equipe que reunia futuros craques do futebol brasileiro como Dida, Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves) e as duas outras agremiações que vieram da segunda divisão, a brava Chapecoense, que retorna exatamente dez anos após a tragédia que vitimou praticamente todo o time no acidente aéreo de 2016, e o paraense Remo, dono de uma das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro, após uma ausência de 31 anos.
Dito isto, o Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 volta a ter a presença de 15 campeões nacionais, o que não ocorria desde 2023, quando Santos e Coritiba sofreram com o rebaixamento. Com o acesso da dupla paranaense e a permanência de Internacional e Santos, ameaçados até a última rodada do último certame, a disputa volta a reunir algumas das mais tradicionais e apaixonados torcidas do país, sendo as únicas ausências sentidas nesse seleto time as de Sport (rebaixado com uma das piores campanhas da história para a Série B) e Guarani (que não conseguiu voltar da Série C e ainda viu a rival Ponte Preta alcançar o feito).
Em 2002, 16 campeões brasileiros estiveram reunidos na Série A, quando o Santos acabou se tornando o campeão, com a equipe de Diego e Robinho (hoje condenado por estupro na Itália), comandada pelo treinador Emerson Leão, ainda antes dos pontos corridos. Só o Sport não jogou naquele ano. Naquele campeonato, no entanto, havia 26 times, e não os 20 de atualmente, na primeira divisão. O cenário serve para lembrar, todavia, que a maior riqueza do futebol brasileiro sempre foi a diversidade, ante a iminência do domínio de apenas duas equipes abastadas.
Assessoria/Raphael Vidigal Aroeira/Caminho Político
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