Criador do site Lei Seca Maricá, Romário Barros foi assassinado a tiros na noite de terça-feira, 18. É o segundo caso de homicídio de jornalista na cidade litorânea do Rio de Janeiro. Mais um comunicador entra para as estatísticas de crimes fatais no Brasil. Na noite de terça-feira, 18, o jornalista Romário Barros, de 31 anos, foi assassinado. Ele dirigia o carro em Maricá (RJ) quando foi executado, sendo atingido por três disparos na cabeça. Criador e editor responsável pelo site Lei Seca Maricá.
Assim como Robson Giorno, Romário Barros era conhecido por publicar em seu veículo de comunicação reportagens e artigos relacionados à política e ao crime de Maricá. Outro ponto em comum: os dois eram solitários em seus projetos jornalísticos. O site do Jornal O Maricá segue com domínio ativo, mas segue sem atualização desde o fatídico dia 25 de maio. O Lei Seca Maricá, por sua vez, veiculou sua última matéria horas antes de seu fundador ser assassinado.
Até o momento, autoridades responsáveis não deram maiores detalhes sobre as linhas de investigações sobre o assassinato do jornalista Romário Barros. O caso está sob cuidados da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, informa o site da IstoÉ Dinheiro. Prefeito de Maricá, Fabiano Horta (PT) garantiu que o crime “inaceitável” “não ficará sem respostas”. O mandatário da cidade do Rio de Janeiro reforçou que o homicídio de Robson Giorgino também será devidamente apurado.
Crimes inaceitáveis
“É inaceitável que em menos de um mês a cidade esteja passando pela segunda morte de um jornalista. Vamos cobrar uma ação rápida e efetiva do Estado para que os crimes sejam solucionados e uma resposta seja dada às famílias e a sociedade. Não aceitaremos a impunidade”, garante a nota divulgada pela prefeitura de Maricá. “Reforçamos nosso inteiro compromisso com a liberdade de imprensa e de expressão. Qualquer ato de violência deve ser repudiado. Reafirmamos ainda nossa permanente preocupação com a segurança de todos os que vivem e trabalham no município”, complementa.
Entidades protestam
O fato de dois jornalistas atuantes numa mesma cidade do Rio de Janeiro serem assassinados em menos de um mês chama a atenção de entidades do setor. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por exemplo, foi enfática: “exige apuração” dos crimes. “A investigação de ambos os assassinatos deve ter como ponto de partida o exercício profissional e é preciso empenho para que os culpados sejam identificados e punidos”, pontuou em nota oficial. A instituição destacou algo nada animador para os profissionais da área. “A maior parte dos assassinatos de jornalistas fica impune e que a impunidade é o combustível da violência contra os profissionais”, garantiu.
Para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o assassinato do jornalista do site Lei Seca Maricá abala a democracia de todo o país. “Assassinatos e agressões contra jornalistas, seja qual for a sua natureza, representam grave ameaça à liberdade de imprensa e ao Estado Democrático de Direito”, afirma a entidade em texto assinado pelo presidente Domingos Meirelles. Sobrou cobrança direta ao governador do Rio de Janeiro. “Wilson Witsel, como ex-juiz criminal, tem ainda o compromisso moral de impedir que essas duas mortes fiquem impunes”.
Anderson Scardoelli/Caminho Político
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